Consulta de 3 anos de vida – Parabéns!

Consultas

No mínino 2 consultas no segundo ano de vida, de 4 em 4 meses.

Alimentação

O ritmo de crescimento é regular e mais lento que o de bebê, por isso as necessidades nutricionais e o apetite são menores. Não force seu filho a comer mais do que quer e/ou precisa. Esse tipo de atitude gera estresse na família e pode habituar a criança a comer mais do que ela precisa, favorecendo a distúrbios nutricionais como a obesidade.

A queixa de recusa alimentar é muito freqüente no segundo ano de vida, quando a velocidade de crescimento diminui bastante em relação ao primeiro ano e, conseqüentemente, diminuem também as necessidades nutricionais e o apetite.

A escolha dos alimentos deve ser da família, para que a criança possa ingerir alimentos nutritivos. Colocar horários as refeições, tente criar uma rotina.

Nessa idade a criança prefere brincar do que comer, por isso o ambiente onde será realizado a refeição deve ser tranqüilo e sem muito estímulo.

A preferência natural do ser humana é pelo doce. Por isso é importantíssimo os pais ensinarem e habituarem as crianças com frutas e verduras, muitas vezes difícil pois eles já tem preferências. Assim é importante colocar limites quanto a horário e quantidade de doces ingeridos.
As crianças tendem a comer menos no verão.

Nessa faixa etária a resistência a alguns alimentos é muitas vezes uma maneira de demonstrar independência e autonomia, assim é de fundamental importância que a família dê o exemplo de uma alimentação saudável.

Evitar a utilização de alimentos artificiais e corantes, assim como os “salgadinhos “, refrigerantes , uma vez que os hábitos alimentares adquiridos nessa idade mantém-se até a idade adulta.
Deve-se ingerir 600 ml de leite, preferencialmente fortificado com ferro e vitamina A, assim como outros derivados (iogurte e queijos) para ter um adequado aporte de cálcio.
Cuidado com as substituições das refeições principais por leite.

Os pais devem oferecer alimentos variados, saudáveis e em porções adequadas e permitir que a criança escolha o que e quanto quer comer. As refeições devem ser realizadas à mesa ou em cadeira própria para a criança, juntamente com a família, em ambiente calmo e agradável, sem televisão ligada ou outro tipo de distração.

As crianças devem ser estimuladas a comer vários alimentos, com diferentes gostos, cores, consistência, temperaturas e texturas. A dependência de um único alimento, como o leite, ou o consumo de grandes volumes de outros líquidos, como o suco, pode levar a um desequilíbrio nutricional. Água a vontade nos intervalos entre as refeições. O sal deve ser usado com moderação. O tamanho das porções de alimento deve ser ajustado ao grau de aceitação da criança.

Neofobia é a recusa da criança em aceitar novos alimentos sem ter experimentado. Repetidas exposições a criança , de ate 15 momentos diferentes, podem reduzir essa resposta neofóbica.
As refeições de sal devem se semelhantes as do adulto.
Não associar a aceitação alimentar a recompensas, castigo ou chantagens. Isso criará um ciclo vicioso e de manipulação da criança com os pais.

As crianças obesas nessa idade tendem a se tornarem adultos obesos se forem mantidos os maus hábitos alimentares e de vida.
Evite ter e ou levar para casa: bolacha wafer, bolacha recheada, chocolate a vontade, leite condensado, balas, chicletes. Não estimule seu filho a comer esse tipo de alimento. Existem outras maneiras de você demonstrar seu amor. Não leve “balinha “ para casa, leve um livro para você ler com ele antes de dormir, isso reforça o vínculo entre pais e filhos, cria hábito saudável e estimula a inteligência dele. Use sua imaginação!

Vacinas

Não há vacina, se seu calendário estiver em dia. Dependendo da época do ano pode ser realizada a vacina da gripe (influenzae + H1N1).

O que a criança já faz?

Fala frases combinando 3 ou 5 palavras.
Usa orações. Gagueira Fisiológica.
Pula nos dois pés.
Chuta uma bola pra frente sem se apoiar.
Arremessa bola para cima mais que o seu braço.
Imita uma linha vertical quando demonstra- se como faz.
Reconhece 2 ações, tipo: quem late? , quem fala?
Entende e executa algumas ordens simples.
Brinca com outras crianças.
Equilibra-se em um pé só. Por alguns segundos.
Anda nas pontas dos pés.
Sobe escadas alternando os pés.
Anda de triciclo usando os pedais.
Despe-se e veste-se sozinha, coloca os sapatos.
Reconhece 2 ou 3 cores.
Ela já sabe dizer não.

Sono

12h por dia. A noite 10h e 1 soneca durante o dia. A criança já pode dormir no seu quarto. Já brigam contra o sono, para não dormir, por isso crie uma rotina.

O que fazer para o meu filho ter um bom desenvolvimento físico, emocional e intelectual?

Conte histórias, para despertar o interesse dele pela leitura.
Estabeleça limites, visto a segurança da criança e tranqüilidade para os pais.
Explique e demonstre as atitudes corretas: como não roubar, não mentir.
Brinquedos e carrinhos que possam ser puxados, empurrados, erguidos ou rolados. Locais onde ela possa escalar, escorregar, pular, engatinhar, saltar e correr. Picar, colar, rasgar, cortar, pintar, colorir. Jogar e chutar bola, arremessar. Andar equilibrando uma almofada na cabeça.
Ofereça objetos que ela possa reconhecer cores, números, formas, tamanhos. Procure explicar para ela, conversando e interagindo. Jogos de montar e desmontar.

A crise de birra é a demonstração de frustração ou raiva da criança, comportamento normal nessa faixa etária. Ela quer fazer as próprias escolhas, muitas vezes tentando realizar seus desejos por intermédio do choro, das birras e/ou acesso de raiva. Diante desse comportamento, o estabelecimento de limites é fundamental para educação da criança. Como elas não têm controle total sobre suas emoções nem noções dos seus limites, acabam gritando, se jogando no chão, chorando. Geralmente as crises passam por 4-5 anos. O que fazer? Tentar distraí-la com outro assunto. Ignorar, fingir que não esta escutando. Não seja agressivo, pois isso é um incentivo para ela repetir a mesma atitude em outro momento. Evite bater ou gritar. Castigos leves, como não dar a criança algo que deseja, são uma boa e coerente opção. Se a crise de birra for acompanhada de agressividade, dizer imediatamente que a criança esta errada e retirá-la do ambiente. Repreenda-a com poucas palavras e de forma direta, pois ela ainda não compreende explicações complicadas.


Como ler para a criança? 


 Essa é a fase em que as crianças  gostam  de exercer a previsibilidade, assim gostam que os pais contem as mesmas histórias várias vezes. Também repetem palavras e frases e participam mais da leitura.

Assim os pais podem :
                                                                  
1- Permitir que a criança faça comentários sobre o texto, alguma figura ou palavra que chame atenção dela.                                                                                                                                
2- Deixe que ela conte sua história favorita da sua própria maneira. Fale sobre os sentimentos dos personagens e pergunte se ela já sentiu o mesmo.                                                              
3- Fazer perguntas sobre as imagens do livro para que a criança responda. Ex: o  que é isso?
 
4- Valorizar todas as perguntas e comentários que a criança faz, pois são boas oportunidades para iniciar uma conversa.                                                                                                          
5- Levar a criança a bibliotecas  e/ou livrarias para escolher livros ou ouvir histórias.                  
6- Mostrar para a criança  como as coisas que acontecem com os personagens  são parecidos  com algo que ela mesma já fez ou viu.                                                                                      
7- Falar sobre os sentimentos dos personagens e perguntar se ela já sentiu a mesma coisa.          
8- Deixar que a criança conte o que acontece em seguida ao ler histórias que ela já conhece

Alertas de Segurança para a criança de 3 anos

Atropelamentos, quedas de lugares altos e piscina, impacto.
Picadas e mordeduras.
Quedas (cama, carrinho, poltronas e escadas)
Cuidado com a criança na cozinha! Área de risco! Colocar grade de proteção.
Queimaduras (banho, cigarro, líquidos quentes)
Intoxicações (medicamentos em doses erradas, substâncias tóxicas- naftalina)
Mobílias e equipamentos para crianças devem conter certificação pelo Inmetro e ABNT.
Transporte adequado no carro, usar assento especial para crianças e sempre no banco traseiro.
Estabelecer limites, usar as bocas de trás do fogão, cabos voltados para dentro.
O ideal é não ter a criança na cozinha!
Risco com afogamento e quedas de piscinas.

Desenvolvimento e Segurança

Necessitam de supervisão contínua, deixar fora do alcance: objetos pontiagudos, cortantes, que destacam partes, medicamentos, produtos de uso domiciliar.
Cuidado com fios soltos. Usar protetores de quina de móveis. Afaste cordões, fios e sacos plásticos. Proteja escadas e janelas. Mantenha fechada a porta do banheiro e cozinha.
Não deixe produtos de limpeza e remédios ao alcance das crianças; tranque-os em armários ou coloque-os em locais de difícil acesso.
Não deixe ao alcance das crianças objetos cortantes, pequenos e pontiagudos.
Use brinquedos fortes e inquebráveis, evite os brinquedos com partes pequenas, pelo risco de sufocação.


Bibliografia: Sociedade Brasileira de Pediatria